A VINDA DO REINO DE DEUS


Por: JOSÉ PEREIRA FILHO

LUCAS 17.20-25
20. Os fariseus perguntaram um dia a Jesus quando viria o Reino de Deus. Respondeu-lhes: “O Reino de Deus não virá de um modo ostensivo”.
21. Nem se dirá: “Ei-lo aqui; ou: Ei-lo ali. Pois o Reino de Deus já está no meio de vós”.
22. Mais tarde ele explicou aos discípulos: “Virão dias em que desejareis ver um só dia o Filho do Homem, e não o vereis.
23. Então vos dirão: ‘Ei-lo aqui; e: Ei-lo ali’. Não deveis sair nem os seguir.
24. Pois como o relâmpago, reluzindo numa extremidade do céu, brilha até a outra, assim será com o Filho do Homem no seu dia.
25. É necessário, porém, que primeiro ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração”.
COMENTÁRIO
Segundo o texto, subentende-se que os fariseus ainda não aceitam que em Jesus já se esteja inaugurando o tempo do reinado de Deus. Eles mantêm a expectativa de um messias glorioso, investido com todo o poder. Jesus não só deixa claro que o Reino de Deus já está agindo, mas também que o Filho do Homem é quem já inaugurou essa chegada do Reino (vv. 20-21). A plenitude dessa chegada, não obstante, não ocorrerá antes que o Filho do Homem padeça a perseguição e a recusa pelas mãos dos inimigos do projeto de Deus (v. 25).
Assim, interrogado pelos fariseus quando iria chegar o reinado de Deus, Jesus evita dar-lhes uma resposta em termos de cronologia, porque a chegada do Reino de Deus não está sujeita a cálculos, nem se poderá dizer “Está aqui ou está ali, porque o Reino de Deus está entre vós”. Porquanto, o Reino de Deus não vem com visível aparência. Muitos poderão incitar o povo com falsos alarmes sobre a chegada do Filho, mas o fiel seguidor não deve nem pode alimentar esses falsos boatos (vv. 20-21). Cada um deverá estar empenhado em experimentar e ajudar outros a experimentarem a ação do Reino do Deus que já está atuando, tal como o faz o fermento na massa, segundo a parábola contada por Jesus (cf. Mt 13.33).
O Reino de Deus não é para ser procurado por meio de sinais fantásticos. Ele se manifesta em todos os espaços e oportunidades em que a prática do Messias dos pobres é recriada e difundida. Diante das preocupações quanto ao fim dos tempos, Jesus enfatiza que o mais importante é a firmeza permanente em relação aos compromissos do discipulado, baseados na oferta da vida a serviço dos demais. Agora, é o tempo da Dispensação da Graça. Com a segunda vinda de Cristo para o julgamento das nações, então o Reino de Deus será estabelecido plenamente e os salvos viverão com o Pai nos céus de glória para sempre (Mt 25.31-46). Aleluia!


Diz o v. 24 do texto: “Pois, como o relâmpago brilha de uma à outra extremidade do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia”. Aqui, Jesus refere-se à sua segunda vinda quando da consumação dos séculos (Juízo Final), porquanto esta será repentina tal qual o relâmpago, todo o olho O verá, não será secreta como afirmam alguns (Ap 1.7). Preparemo-nos, portanto, porque não sabemos nem o dia nem a hora que Jesus virá. Não haverá sinal algum avisando aquele Dia, senão este: “E será pregado o Evangelho do Reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim” (Mt 24.14). Cuidado, para não sermos enganos e levados de roldão pelos alarmes falsos difundidos por alguns desocupados no púlpito de certas igrejas (v. 23). Mas tudo não passa de boataria sem fundamento bíblico!

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